O que mudou o gabarito em 2026
De janeiro a setembro de 2026, uma atualização pode mudar a resposta esperada conforme a fonte e o enunciado. Cinco mudanças para começar a revisão.
- Data de publicação
- 26/09/2026
- Período coberto
- de janeiro a setembro de 2026 (este post é atualizado quando entra uma mudança nova)
Por que isso importa
Diretriz muda, gabarito muda: uma atualização pode mudar a resposta esperada conforme a fonte e o enunciado, e algumas mudanças só acrescentam opção.
Esta página reúne o que mudou de janeiro a setembro de 2026. Cada post mostra o antes, o agora e o enunciado típico. Abaixo, cinco mudanças para começar a revisão. O restante do período entra na lista da página. Se a questão citar a fonte, responda por ela: em várias mudanças, o documento brasileiro e o internacional não dizem a mesma coisa.
Cinco mudanças para começar a revisão
- Na crise leve a moderada, clinicamente estável, SpO₂ em ar ambiente de 93% ou 94% não indica oxigênio pelo GINA 2026. A apresentação grave ou ameaçadora à vida continua sendo outra indicação. O oxigênio em fluxo controlado também entra se a saturação em ar ambiente estiver abaixo de 92%, e as doses iniciais de SABA caem. Leia o post
- No SUS, o rastreamento universal de diabetes tipo 2 passa de 45 para 35 anos, porque a prova testa um adulto assintomático sem fator de risco, como o de 38 anos, e 45 anos deixa de ser a resposta do PCDT de 2026. Leia o post
- No lactente a termo com peso adequado, a SBP troca 1 mg/kg/dia contínuo de ferro elementar por 10 a 12,5 mg/dia, também de ferro elementar, em dois ciclos de três meses, porque a resposta variava conforme a fonte e agora SBP e Ministério da Saúde convergem nesse grupo. Leia o post
- O calendário do PNI de 2026 devolve o segundo reforço de pólio aos 4 anos com VIP, e não com VOP, para quem já completou o esquema primário e o primeiro reforço, porque a consulta de vacina dessa idade pergunta o que aplicar no dia e a idade sozinha não manda dose extra. Leia o post
- Segundo a RBEHG e a FEBRASGO em 2026, o cálcio deixa de ser recomendado para prevenir pré-eclâmpsia, porque a pergunta clássica de prevenção em gestante de alto risco respondia AAS mais cálcio e o cálcio sai quando a fonte é essa, sem revogar o AAS do Protocolo RBEHG 2025. Leia o post
Critério: seleção editorial de mudanças em limites numéricos, doses, esquemas ou indicações, com exemplos de cobrança nos posts aprovados.
Todas as mudanças de 2026, por área
Clínica Médica
- ESC 2026: a categoria intermediária de IC sai e a fração reduzida passa a FEVE <50%
Pela ESC 2026, a categoria intermediária sai, a ICFEr passa a FEVE <50% (a ICFEp fica em 50% ou mais) e o ARM na IC sintomática vira classe I.
- 5ª Definição Universal de IAM: chega de "tipo 1 a 5"; agora o IAM é primário, secundário ou relacionado a procedimento
Tipos 1 a 5 viram três categorias: IAM primário, secundário ou relacionado a procedimento.
- PCDT de Hepatite C 2026: sem genotipagem, esquemas pangenotípicos e APRI na prescrição inicial
Sem genotipagem antes de tratar: esquemas pangenotípicos, com o APRI orientando o tratamento inicial.
- GINA 2026: menos oxigênio, menos salbutamol na crise e CI-formoterol até para a criança de 6–11 anos
O₂ na apresentação grave ou ameaçadora à vida, ou com SpO₂ em ar ambiente abaixo de 92%; doses menores de SABA e CI-formoterol na crise leve e na criança de 6 a 11 anos.
- Surviving Sepsis 2026: PAM de 60–65 no idoso, infusão prolongada de betalactâmico e albumina rebaixada
PAM de 60–65 mmHg no idoso, betalactâmico em infusão prolongada e albumina rebaixada.
Pediatria
- Vacina HPV agora a partir de 2 anos para crianças vítimas de violência sexual
Vacina HPV a partir de 2 anos para crianças vítimas de violência sexual, meninas e meninos.
- Calendário 2026: volta o reforço de pólio aos 4 anos (com VIP) e a VPC20 entra na rotina infantil
Volta o 2º reforço de pólio aos 4 anos, com VIP. Na pneumocócica, transição 20 → 10 → 20.
- Reanimação neonatal SBP 2026: alvos de SpO₂ em minutos definidos e estímulo tátil antes de clampear
Alvos de SpO₂ aos 2, 3, 4, 5 e 10 minutos, e estímulo tátil por cerca de 15 s antes de clampear.
- SBP 2026 muda o ferro profilático do lactente a termo: sai 1 mg/kg/dia contínuo, entra dose fixa em 2 ciclos
No lactente a termo com peso adequado, sai 1 mg/kg/dia contínuo e entra dose fixa em dois ciclos. Nesse esquema, SBP e MS convergem.
- Nirsevimabe entra no SUS para prematuros elegíveis: dose única, até 36s6d, com transição do palivizumabe
Dose única para prematuros elegíveis com menos de seis meses, até 36s6d, o ano todo. Quem já começou palivizumabe não troca no meio da sazonalidade.
GO
- OMS 2026: implante de etonogestrel pode ficar até 5 anos
A OMS passa a sugerir manter o implante de etonogestrel por até 5 anos. Na bula brasileira consultada, o prazo continua de 3 anos.
- OMS 2026: mifepristona entra na anticoncepção de emergência
A OMS inclui a mifepristona, 10 a 50 mg em dose única e em até 5 dias, como mais uma opção de anticoncepção de emergência. No Brasil, o protocolo consultado descreve levonorgestrel oral e DIU de cobre como opções disponíveis.
- FEBRASGO e RBEHG deixam de recomendar cálcio para prevenir pré-eclâmpsia
Segundo a RBEHG/CNE-HG-FEBRASGO, o cálcio deixa de ser recomendado para prevenir pré-eclâmpsia.
Preventiva
- SUS amplia a VPC20 para pessoas a partir de 85 anos, sem prescrição, conforme o histórico vacinal
VPC20 a partir de 85 anos, na sala de vacina e sem prescrição, conforme o histórico vacinal.
- PCDT de DM2 2026: rastreamento universal no SUS passa a começar aos 35 anos
No SUS, o rastreamento universal de DM2 passa a começar aos 35 anos, e não mais aos 45.
Resumos editoriais para estudo. Não substituem a leitura do documento oficial: cada post traz o link da fonte.
