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FEBRASGO e RBEHG deixam de recomendar cálcio para prevenir pré-eclâmpsia

Segundo a RBEHG/CNE-HG-FEBRASGO, o cálcio deixa de ser recomendado para prevenir pré-eclâmpsia.

Data do documento
28/03/2026 (assinatura digital de José Geraldo Lopes Ramos; divulgado no início de abril de 2026)
Fonte
Comissão Nacional Especializada em Hipertensão na Gestação da FEBRASGO (CNE-HG) e Rede Brasileira de Estudos sobre Hipertensão na Gravidez (RBEHG). Recomendação para reposição de cálcio em gestantes para a prevenção de pré-eclâmpsia (2026). PDF de duas páginas. A conclusão e a assinatura estão na página 2.

O que mudou

Depois da revisão Cochrane de Cluver et al., 2025, que não encontrou efeito protetor robusto ao excluir estudos com alto risco de viés, a RBEHG e a CNE de Hipertensão na Gestação da FEBRASGO mudaram de posição. Elas passam a não recomendar o cálcio para a prevenção da pré-eclâmpsia. O cálcio ainda pode ser prescrito por outras indicações, a critério médico.

Este posicionamento trata do cálcio. Ele não retira o ácido acetilsalicílico. No Protocolo RBEHG 2025, a prevenção farmacológica no grupo indicado segue com AAS 100 mg/dia, mantido até 36 semanas. "Fica só o AAS" não é uma frase do documento de março.

Antes (Protocolo RBEHG 2025)Agora (RBEHG/CNE-HG-FEBRASGO, 28/03/2026)
Cálcio indicado para prevenir pré-eclâmpsia em populações com baixa ingestão (<900 mg/dia), grupo em que o documento enquadra a população brasileira; carbonato de cálcio 500 mg a 1 g/dia, do 1º trimestre até o fim da gestaçãoCálcio não recomendado com o objetivo de prevenir pré-eclâmpsia. Pode ser prescrito por outras indicações

Como cai na prova

A pergunta clássica "medidas de prevenção de pré-eclâmpsia em gestante de alto risco" tinha como resposta AAS mais cálcio. Se a questão pedir a prevenção farmacológica segundo a RBEHG e a FEBRASGO em 2026, o cálcio sai. O AAS de 100 mg até 36 semanas continua sustentado pelo Protocolo RBEHG 2025, que este posicionamento não revoga. Atenção à fonte: a nota de março diz que as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde se basearam na evidência anterior (Hofmeyr et al., 2018) e que o grupo aguarda um posicionamento futuro. Ela não prova o que essas instituições fizeram depois de março. Se a questão citar o MS ou a OMS, a resposta pode ser diferente.

rbehg.com.br / Recomendacao_Calcio_PE_2026.pdf

Resumos editoriais para estudo. Não substituem a leitura do documento oficial: cada post traz o link da fonte.