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OMS 2026: mifepristona entra na anticoncepção de emergência

A OMS inclui a mifepristona, 10 a 50 mg em dose única e em até 5 dias, como mais uma opção de anticoncepção de emergência. No Brasil, o protocolo consultado descreve levonorgestrel oral e DIU de cobre como opções disponíveis.

Data de publicação
23/09/2026
Fonte
World Health Organization. WHO guidelines on expanding contraceptive options. Genebra: WHO, 2026. Sumário das recomendações, item "Mifepristone for EC". O "antes" está na Selected practice recommendations for contraceptive use, 4ª edição (3/11/2025), seção 5.5.1.

O que mudou

A OMS recomenda acrescentar a mifepristona ao cardápio da anticoncepção de emergência. A dose é única, entre 10 e 50 mg. Se houver apresentação de 10 a 25 mg, essa faixa pode ser preferida, se disponível. Toma-se o quanto antes depois da relação desprotegida, no prazo de 5 dias. É recomendação forte, com evidência de certeza moderada.

Até a SPR de novembro de 2025, a mifepristona não fazia parte da orientação da OMS. Os esquemas orais eram o acetato de ulipristal 30 mg em dose única, o levonorgestrel 1,5 mg em dose única (ou 0,75 mg em duas tomadas com 12 horas de intervalo) e o método de Yuzpe. O DIU de cobre, até 120 horas, também continua. A ficha pública de anticoncepção de emergência no site da OMS, datada de 09/11/2021, ainda não lista a mifepristona. Para prova, vale a diretriz de 23/09/2026, não essa ficha antiga.

Antes (SPR, 4ª edição, seção 5.5.1)Agora (OMS, 23/09/2026)
Não havia mifepristonaMifepristona em dose única de 10 a 50 mg (10 a 25 mg podem ser preferidos, se disponíveis), o quanto antes e em até 5 dias
Ulipristal 30 mg, levonorgestrel 1,5 mg e método de YuzpeEsses esquemas permanecem. A mifepristona é opção a mais

Como cai na prova

Espere uma relação desprotegida dentro de 5 dias e a pergunta sobre a pílula, com a fonte escrita no enunciado. Pela diretriz da OMS de 23/09/2026, a mifepristona 10 a 50 mg em dose única passa a ser uma opção a mais, ao lado do ulipristal e do levonorgestrel. Quatro dias cabem nessa janela, mas isso não escolhe uma única resposta entre as alternativas. Se a questão exigir o que a Febrasgo descreve como disponível no Brasil, a resposta não é a mifepristona. Se a questão perguntar se o protocolo menciona o método, a Febrasgo descreve a dose de 10 a 25 mg e informa que essas apresentações não estão disponíveis no país.

who.int / 9789240124578

Posição brasileira

O Protocolo do Ministério da Saúde para uso do levonorgestrel na anticoncepção hormonal de emergência (2012, "Modo de usar") mantém como 1ª opção 1 comprimido de 1,5 mg, ou 2 comprimidos de 0,75 mg de uma só vez, até 5 dias depois da relação.

A Febrasgo, no Protocolo de Ginecologia nº 82 (2025), publicado na Femina 2026;54(2):127-30, trata da mifepristona na página 129, na seção "Quais são os métodos utilizados para anticoncepção de emergência?". A dose descrita é de 10 a 25 mg. O texto diz que essa faixa é bem estudada e eficaz, e que os comprimidos de 10 mg e de 25 mg não estão disponíveis no Brasil. Indisponibilidade no país não é ausência no protocolo.

O mesmo documento diverge sobre o prazo do levonorgestrel, e a divergência fica explícita. O destaque 4 diz que as evidências sugerem ineficácia após 96 horas da relação sem proteção. O quadro 2 diz que o prazo ideal é até 3 dias e que pode ser estendido até 5 dias, com menor eficácia. O destaque 3 fala em maior eficácia até 72 horas. O destaque 11 lista como disponíveis no Brasil o levonorgestrel oral e o DIU de cobre.

Resumos editoriais para estudo. Não substituem a leitura do documento oficial: cada post traz o link da fonte.